AMVI – A Vila Isabel melhorou com a abertura da Associação?
ENEAS: Claro que sim. Quando não tinha Associação, nem éramos legalizados e nem nome nas ruas tínhamos. Tanto legalização do loteamento e outros avanços surgiram com a abertura da entidade.
AMVI - Foi o trabalho de um grupo então?
ENEAS – Certamente que sim. Um pequeno mais unido grupo. Esse é um dos motivos de chegarmos aos sete anos de Associação. Somos uma entidade legalizada, e que cobra do poder público iniciativas para melhorar a vida da comunidade. O que precisamos é de apoio dos moradores da Vila Isabel que precisam acreditar que juntos seremos mais forte. E essa será a missão da próxima gestão acordar o povo para a participação. Estamos lutando para melhorar a vida de todos, então todos precisam participar e não apenas ficar falando mal de quem tenta mudar. Conquistamos o respeito de fora, somos uma das quatro entidades legalizadas e atuante do município de Gaspar. Agora precisamos do mesmo reconhecimento aqui dentro.
AMVI - Quais os avanços que você aponta?
ENEAS: A participação nos jogos entre bairros de Gaspar, 2007 Vice-Campeão e 2008 terceiro lugar, unindo as comunidades de Bateias e Barracão. O movimento pela segurança da rodovia Ivo Silveira iniciado em 2008. A conquista do projeto para construção de ginásio de esportes na Vila Isabel E a recente parceria entre o Clube Atlético Tupi e Associação para a formação de um núcleo da escolinha na comunidade.
AMVI - Qual o desafio do próximo representante da entidade?
ENEAS: Serão muitos. Buscar a união da comunidade já apontado é um deles e acredito que com a vinda do ginásio de esportes essa meta seja alcançada. Outro grande desafio é tornar a Associação auto sustentável. Essa sempre foi à luta dos dirigentes que estiveram à frente da Associação, manter sua integridade e liberdade de poder cobrar seja de que governo for. E talvez o maior desafio seja manter a entidade no caminho de crescimento, fazer e planejar o que é possível, plantar para colher, essa é a receita que deixo.
AMVI – A entidade procurou dialogar com o ex-governo?
ENEAS: Claro que sim. Fomos à única entidade a visitar o ex-prefeito, em janeiro de 2005 quando assumiu a prefeitura, e deixamos claro que nosso interesse era trabalhar em parceria. Infelizmente por parte dos integrantes do ex-governo não foi possível. Veja bem, durante três anos tentamos que a prefeitura terminasse dois finais de ruas não terminados. Nem secretaria de obras e planejamento foram capazes de dar uma resposta na época, então entramos com processo em 2008 contra a prefeitura. Realizamos nossa função que é reivindicar.
AMVI - No episódio da retirada do transporte coletivo do centro a entidade se manifestou?
ENEAS: Certamente que sim. A Associação pediu a realização de audiência pública junto à câmara municipal. Não poderíamos ficar de braços cruzados. Fizemos a nossa parte como entidade.
AMVI - A questão da denúncia feita pela entidade em 2008 sobre o uso de veiculo público em obra particular como ficou?
ENEAS: A denuncia foi feita e protocolada na câmara de vereadores no mesmo ano. Até o momento não houve resposta. Isso talvez explique o motivo pela não reeleição de nenhum vereador daquela legislatura, pouca fiscalização e vontade de realizar a função que representam. Fica apenas um exemplo que não deve ser seguido por nenhum dos poderes tanto Executivo quanto Legislativo.
AMVI - Outra denúncia feita por membro da entidade contra a Liga Desportiva Gasparense, como anda a questão?
ENEAS: A denúncia feita em 2007 ao Ministério Público de Santa Catarina, nunca chegou à promotoria de Gaspar. Trata-se de um caso de abuso de poder por parte de alguns vereadores da época e do Executivo em beneficiarem uma entidade com recursos públicos e não cobrar a devida prestação de contas. O caso é tão absurdo que o jurídico da Câmara de vereadores apontou contra a aprovação do projeto. Nos dois repasses concedidos a entidade, o jurídico foi enfático em apontar irregularidades. Até mesmo o Estado repassou verbas públicas a essa entidade. É um caso que envergonha a política de favorecimento de nossa cidade, e deixa entidades serias, legalizadas e cumpridoras de seus deveres sem assistência do poder público.
AMVI - E sobre o movimento pela segurança da rodovia Ivo Silveira?
ENEAS: Iniciamos esse movimento em 2008, onde realizamos duas manifestações que fecharam à rodovia. Esse ano o Estado colocou uma ilha de segurança, nossa meta é uma lombadas eletrônica. Estamos buscando uma solução tanto com o estado e com o poder público de Gaspar.
AMVI - O Orçamento Participativo implantado pelo novo governo atrapalha a atuação das Associações de Moradores?
ENEAS: Para entidades atuantes não. Estivemos recentemente em reunião com o prefeito Celso Zuchi e colocamos a ele a legitimidade da entidade, ou seja que ela é independente e por tanto sua atuação é livre independente do governo. Como presidente da entidade assumi nesse ano a função de delegado do orçamento participativo pelo bairro Barracão, e acredito que é uma forma a mais de buscar soluções, já que teremos a garantia de recursos por parte do poder público. Priorizei olhar coletivamente e ver o que a comunidade precisa no momento, como a ampliação do CDI e a construção de uma casa mortuária. Não participar é que atrapalha, pois se deixa de buscar a aplicação de um recurso garantido na comunidade.
AMVI – Quais os parceiros que ajudaram a entidade?
ENEAS: Não poderiamos deixar de agradecer a iniciativa do Jornal Metas de Gaspar que sempre esteve disposto em divulgar os atos e problemas de nossa comunidade, dando espaço e voz para chegarmos perto do poder público. A empresa Bel Contabilidade pelos serviços prestados. A rádio Sentinela Do Vale e aos demais meios de comunicação da cidade.
AMVI - A atual gestão compôs chapa para a eleição de domingo?
ENEAS: Para dar continuidade aos trabalhos já desenvolvidos formamos uma chapa. O nosso candidato a presidente é o atual tesoureiro da entidade Bernado de Souza. Até no sábado, último dia para inscrição de chapas para concorrer no domingo dia 13 de dezembro não houve a formação de nenhuma chapa para disputar a eleição.
AMVI – Qual o motivo por não haver chapas concorrendo?
ENEAS: Acredito que seja pelo trabalho bem desenvolvido da entidade. Existem críticos, claro que existem, e se eles que criticam não se candidatam para disputar uma eleição, é que de certa forma sabem que o trabalho feito gerou e vai gerar resultados.